Hoje coloquei roupa na máquina de secar e, como sempre, abro ligeiramente a janela da lavandaria e coloco o tubo à beira da janela.
Vi logo o Fofinho a rondar, a tentar sair pela frincha aberta. Após duas ou três tentativas falhadas, deixei de me preocupar.
Vim para o escritório trabalhar e não o vi toda a tarde, pensei que estivesse a dormir em qualquer canto.
Quando começo a preparar-me para ir buscar a Nini, estranho ele não aparecer, geralmente mal me sente de um lado para o outro, aparece logo. Dei uma vista de olhos, não estava nos locais habituais mas não valorizei, achei que estivesse debaixo da minha cama como também já fez.
Saio de casa e entro no carro (que estava cá fora, à porta), não sei bem como, vejo no reflexo da porta do prédio um gato a passar à frente do carro. Deu-me um baque, será ele??
Saio do carro, de motor ligado e tudo, e vejo um gato preto (costuma andar por lá um, muito parecido com o Fofinho) com coleira vermelha! Ai... é ele! Fofinho, fofinho, anda cá. Ele mia. Um miar estranho de medo/susto/socorro. Vou na direcção dele e ele foge. Então, Fofinho, sou eu, anda cá. Deixa-se apanhar.
Vou desligar o carro e buscar as chaves de casa. Ele nervoso, com as unhas agarradas á minha roupa. Abro a porta do prédio e ele atira-se para o chão e corre para a porta de casa. Home Sweet Home... parece dizer!
Mas que susto... deve ter estado ainda umas horas lá por fora.
Regresso com a Nini e ele fica muito feliz por nos ver, roça-se nas nossas pernas e não nos larga. Agora já está normal, já passou o susto, só espero que lhe tenha servido de lição. A mim serviu, máquina a secar, porta da lavandaria fechada!